CORONA
05 Outubro de 2020 | 08h10

MAIS 142 PACIENTES RECUPERADOS

Notificados três óbitos e 32 casos positivos em todo país

Mais três pessoas morreram de COVID-19,  32 estão infectadas e 142 recuperaram desta doença  nas últimas 24 horas.

O vírus Sars-Cov-2 vitimou mortalmente dois angolanos e um chileno em Luanda, com 59, 60 e 70 anos, respectivamente, todos do sexo masculino, de acordo com o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, neste domingo, 4 de Outubro, na apresentação da situação da pandemia no país. 

Na província de Luanda recuperaram 124 pacientes, nove no Zaire, cinco em Benguela, dois em Cabinda, um na Huíla e igual número na província do Bié.

Nas últimas 24 horas, as autoridades sanitárias registaram uma redução de 27 casos positivos, em comparação ao último balanço. Entre os 32 novos casos, um foi diagnosticado no Bengo, nove na província do Bié e 22 na cidade de capital, nos municípios de Viana, Belas, Cacuaco, Kilamba Kiaxi e nos distritos urbanos da Samba, Maianga, Talatona e Rangel.

Os infectados estão na faixa etária dos 27 aos 73 anos, sendo 18 do sexo masculino e 14 do sexo feminino, e foram dectetados num grupo de 1.116 amostras processadas na base da biologia molecular, sendo 1.084  negativas. Os laboratórios de testagem contam com um acumulado de 98.660 amostras processadas.

Na tabela estatística sobre a pandemia em Angola consta 5.402 casos positivos, dos quais 195 óbitos, 2.577 recuperados e 2.630 activos. Entre os activos, 16 estão críticos, 14 graves, 63 moderados, 140 apresentam sintomas leves e 2.397 assintomáticos.

Nos diversos centros de saúde do país estão a ser seguidos 540 doentes. 

Em quarentena institucional estão 577 pessoas e três tiveram alta na província do Huambo. O número de contactos directos e ocasionais dos casos positivos sob vigilância epidemiológica reduziu de 5.903 para 3.758. 

A equipa de saúde mental e de intervenção psico-social assistiu 121 pessoas, sendo 76 utentes, 45 técnicos de saúde e 16 famílias de utentes durante o tratamento e depois da alta.

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu 81 chamadas, todas relacionadas com pedidos de informação sobre a COVID-19.

O secretário de Estado apresentou o quadro clínico da pandemia nas províncias e avançou que a taxa de recuperação de doentes da COVID-19 evoluiu de 36.7 para 47.7 por cento. 

A província do Bengo conta 11 casos confirmados, dois óbitos e sete recuperados; Benguela regista 72 casos, três óbitos, 31 recuperados e 38 activos; Bié soma 14 casos, dois recuperados e 12 activos; Cabinda contabilizou 107 casos, um óbito, 16 recuperados e 90 activos. 

Por sua vez, o Cuando Cubango conta com dois casos e dois óbitos; Cunene identificou quatro casos, três recuperados e um activo; Huambo regista 50 casos, dois óbitos, 30 recuperados e 18 activos. 

Na Huíla foram diagnosticados 24 casos, seis óbitos, cinco recuperados e 13 activos. A província do Cuanza Norte reportou 26 casos, um óbito e 25 recuperados. Já o Cuanza Sul conta com sete casos, um óbito, quatro recuperados e dois activos. 

As províncias de Malanje, Lunda Norte e Uíge notificaram um caso e uma recuperação; Moxico registou seis casos, quatro recuperados e dois activos; Zaire contabiliza 117 casos, 116 recuperados e um activo. 

Lunda Sul notificou quatro casos, três recuperados e um activo; Luanda tem 4.955 casos, 177 óbitos, 2.329 recuperados e 2.449 activos. A província do Namibe continua sem casos positivos de COVID-19.

Franco Mufinda disse que actualmente 38 por cento dos casos positivos são assintomáticos. A taxa anterior era de 61 por cento, o que significa que sofreu alteração, tendo neste momento mais pessoas com sintomas da doença. 

De acordo com o registo, três por cento dos pacientes apresenta fadiga, cinco por cento astenia, sete por cento dor de cabeça,  cinco por cento dores nas articulações, seis por cento dores musculares, igual percentagem com dor do peito, perda de cheiro três por cento, perda de paladar sete, calafrio um por cento, irritação na garganta três por cento, dificuldades respiratórias cinco por cento, enquanto quatro por cento, em cada 100 pessoas, apresenta febres e oito por cento tosse.

Franco Mufinda avançou que houve ligeira alteração da taxa de positividade, que passou de 5.4 por cento para seis por cento. "Não é tão alarmante se comparada com a mundial. Todavia, devemos trabalhar nas medidas de prevenção, não negligenciarmos os sintomas e procurar uma unidade sanitária quanto mais cedo", concluiu.